Pai nosso que estais na terra faz parte da coleção "Dádivas do infinito", neste livro, o autor, José Tolentino Mendonça enfrenta um desafio corajoso e difícil: dirigir-se a crentes e a não crentes com as palavras do Pai-Nosso, a oração cristã por excelência, a que Tertuliano chamava "compêndio do Evangelho". O Autor capta no Pai-Nosso uma luz para o humano enquanto tal, uma direção para o seu caminho, enquanto ser humano, ainda antes das suas crenças e das suas pertenças confessionais. /nA ideia que torna possível semelhante propósito é a de que esta oração exprime de tal modo a humanidade do homem que cada ser humano pode encontrar-se representado no Pai-Nosso. Nesta vontade de dirigir-se também aos não crentes há a madura convicção de que Jesus é "mestre de humanidade", de que o humano é espelho do divino, de que o ser humano é imagem de Deus e de que tudo o que é humano diz respeito ao próprio Deus. /nEsta abertura ao outro - e também àquele que não pode, ou não consegue, ou não que